terça-feira, 19 de setembro de 2017

A cara do Brasil Novo


Carlos Motta

No país onde a Justiça dá respaldo à "cura gay", ao mesmo tempo em que proíbe a exibição de peças teatrais e absolve um pai que espancou a filha por ela ter perdido a virgindade, entre outros disparates, não pode causar espanto o fato de um fascista de quatro costados ser um dos favoritos da corrida presidencial.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Nem o Conselheiro Acácio discursaria melhor


A nova procuradora-geral da República disse, em seu discurso de posse, que o povo brasileiro "não tolera a corrupção".

Disse ainda que é dever do Ministério Público defender a Justiça e garantir que ninguém esteja acima da lei, mas que também ninguém esteja abaixo da lei.

E mais: que o devido processo legal é um direito de todos os cidadãos e que a harmonia entre os Poderes é requisito para a estabilidade do Brasil. 

“O país passa por um momento de depuração. Os órgãos do sistema de administração de Justiça têm no respeito e harmonia entre as instituições a pedra angular que equilibra a relação necessária para se fazer justiça em cada caso concreto”, afirmou.

Já o Dr. Mesóclise, líder da quadrilha que tomou de assalto o Palácio do Planalto, afirmou, na mesma solenidade, que a autoridade suprema não está nas autoridades constituídas, mas na lei, e que toda vez que se ultrapassa os limites da Constituição há um abuso de autoridade. 

Também falou sobre a importância da harmonia entre os poderes, ao comentar o discurso da procuradora empossada. “Não é sem razão que a ouvi dizer, solenemente, da necessidade da harmonia entre os poderes e nesse capítulo entra o Ministério Público”. 

E completou: “As características do Ministério Público são as mesmas dos demais poderes de Estado."

Impressionante.

Se juntarmos os dois, não dá meio Conselheiro Acácio, mestre da obviedade, imortal e genial criação de Eça de Queiroz.

O Brasil Novo, com o exemplo dado por autoridades, continua a sua caminhada desenfreada rumo ao precipício. (Carlos Motta)


sábado, 16 de setembro de 2017

"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação"


Carlos Motta


Virou moda neste Brasil Novo grupos fundamentalistas religiosos, formados por imbecis ignorantes dos mais elementares princípios civilizatórios, se acharem no direito de agir de modo truculento para impedir manifestações artísticas.

E, pior, muitas vezes contam com o respaldo de integrantes do Judiciário, como o ocorrido em Jundiaí, onde um juiz proibiu a apresentação de uma peça teatral com temática LGBT.

A onda pseudomoralista e ultraconservadora cresce no país, é fato notório.

Portanto, é importante, neste momento, lembrar a todas as autoridades que ainda existe uma Constituição que rege a todos nós, cidadãos brasileiros, e que seria interessante obedecê-la, se quisermos viver fora da leis das selvas.

Para refrescar a memória desses magistrados que alicerçam os delírios ditatoriais desses bandos de idiotas que vivem na Idade Média, vai aí um pequeno trecho da Constituição, que eles têm a obrigação de defender e cumprir:   

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Juiz proíbe peça teatral em Jundiaí



Notícia do site OA Jundiaí relata mais um caso de censura em obra de arte por causa da intolerância religiosa. 

Desta vez a vítima foi a peça teatral "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu".

O Brasil corre celeremente rumo à Idade Média - se é que já não a alcançou.

Aí vai a reportagem, na íntegra: 

Setor de serviços não reage

Período
Volume
Receita nominal
Julho 2017 / Junho 2017
-0,8%
-0,1%
Julho 2017 / Julho 2016
-3,2%
1,9%
Acumulado em 2017
-4,0%
1,7%
Acumulado em 12 meses
-4,6%
0,7%


O setor de serviços recuou 0,8% em julho, frente a junho (na série com ajuste sazonal), depois de ter crescido 1,3% em junho e 0,3% em maio, indicando que a propalada recuperação econômica ainda é uma ficção fabricada pelos colunistas a serviço do governo golpista. As informações são do IBGE, portanto oficiais.