quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A "reforma trabalhista" e a escravização dos jornalistas


O Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo produziu uma edição especial de seu jornal, o  "Unidade",  exclusivamente dedicada à reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), numa análise que considera os impactos da nova legislação sobre a categoria a partir das especificidades da profissão. No texto abaixo, retirado do jornal, estão os principais pontos que prejudicam os jornalistas - e outras categorias profissionais.

Para saber mais sobre o tema e discutir ações e estratégias de defesa dos jornalistas, o sindicato promove, neste sábado, dia 21 de outubro, a partir das 9h30, em sua sede (Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, São Paulo), o seminário Jornalistas e os Impactos da Reforma Trabalhista.

O sindicato dos jornalistas de SP também participa da campanha nacional em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) pela Anulação da Reforma Trabalhista, que visa alcançar 1,3 milhão de assinaturas em todo o país para derrubar a Lei 13.467/2017. Buscando o engajamento da categoria contra a reforma, a entidade está coletando assinaturas nas redações de todo o Estado de São Paulo até o dia 8 de novembro. 

O que prejudica os jornalistas na Lei 13.467/2017:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Desemprego, marca do Brasil Novo


O estrago provocado pelos golpistas na economia nacional vai se revelando aos poucos: o número de trabalhadores ocupados em empreendimentos de grande porte (com 50 trabalhadores ou mais) caiu 29% em relação a 2015, segundo dados do primeiro módulo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua 2012-2016) - Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A publicação indica ainda que 26% da população ocupada (empregadores, trabalhadores por conta própria e empregados, desconsiderando o setor público e os trabalhadores domésticos) trabalhava em empreendimentos de grande porte em 2016. 

Em 2012, eram no total 72,4 milhões pessoas ocupadas, número que saltou para 75 milhões em 2015, vindo posteriormente a cair para os 73,7 milhões do ano passado – o último ano da pesquisa - quando se instalou o Brasil Novo da quadrilha que se apossou do Palácio do Planalto.

"O País da Suruba", um livro que retrata o Brasil pós-golpe


O jornalista Ayrton Centeno incorporou o espírito do saudoso Sérgio Porto, que sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, retratou, em vários livros, a imensa quantidade de idiotices do Brasil mergulhado numa ditadura militar - o famoso e imortal Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) -, para escrever uma obra que mostra o golpe de 2016 sob um novo ângulo: o humor.

"Um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia. É o que acontece em um lugar que ficou muito estranho nos últimos anos. Que país é este? Ora, é o país onde o líder do governo no Senado fala assim: 'Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada.' Pode-se chamá-lo então de o país da suruba”, diz trecho do release distribuído pelo autor para divulgar o seu trabalho.

"O País da Suruba", publicado pela editora Libretos, tem o subtítulo de “155 provas - e não apenas convicções - de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil” e seu autor participará de uma tarde de autógrafos na Feira do Livro de Pelotas no dia 5 de novembro, e na Feira do Livro de Porto Alegre no dia 11 do mesmo mês, acompanhado do ilustrador Edgar Vasques e do jornalista Elmar Bones, que estarão no debate que integrará a programação.

"Todo regime espúrio aumenta exponencialmente a produção da besteira nacional, a história se repete agora e, claro, novamente como comédia, ou, mais precisamente, como tragicomédia", explica Centeno, para acrescentar em seguida que "uma das afinidades entre os golpes de 1964 e de 2016 está no regressismo, a revanche do velho contra o novo, do arcaico contra o moderno, do passado contra o futuro". 

O jornalista lembra uma frase do crítico literário Roberto Schwartz sobre o golpe de 1964, para mostrar a afinidade com este último: “O golpe apresentou-se como uma gigantesca volta ao que a modernização havia relegado." Ele lembra que figuras apagadas, muitas vezes caricatas, ergueram-se das sombras para encenar aquilo que Schwartz definiu como “um espetáculo de anacronismo social”.

"E anacrônico é justamente o picadeiro feroz em que o Brasil se converteu pós-golpe de 2016", diz Centeno. "O Executivo, sob o tacão de um bando de homens brancos, ricos, velhos, retrógados e, dizem por aí, corruptos, remete diariamente à sociedade decisões toscas, cabeçadas na parede e gafes em escala industrial. O insaciável Legislativo disputa com o Executivo quem é o mais impopular. O Judiciário, antes discreto, move-se para o centro do palco, jogando-se também na fogueira das vaidades, fascínio que também engolfou promotores, procuradores e policiais, além dos donatários das capitanias hereditárias da mídia e seus comunicadores, quase todos atrelados ao discurso patronal", enfatiza o jornalista.

Autor de outros três livros, entre eles "Os Vencedores", de 2014 (Geração Editorial), onde resgata o combate dos jovens à ditadura de 1964, Centeno, para escrever a sua última obra, compilou na imprensa, ao longo dos dois últimos anos, centenas de situações pitorescas, que selecionou para recontá-las, em "O País da Suruba", com bom humor e ironia cortante.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Escola para quem, para quê?


Parte da explicação da situação trágica em que o país se encontra está nessa informação: a cada ano, quase 3 milhões de jovens abandonam a escola no Brasil, segundo o estudo Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens, de autoria do Insper, instituição de ensino superior.

No fim deste ano, um em cada quatro jovens entre 15 e 17 anos de idade vão abandonar seus estudos, não vão se matricular para o ano seguinte ou serão reprovados. Isso corresponde a um universo de 2,8 milhões de pessoas (27%), entre os 10 milhões de jovens estimados no país nessa faixa etária e que deveriam, de acordo com a Constituição, estar frequentando a escola.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O minúsculo se diz vítima de um golpe...




O Brasil é o país da piada pronta.

Pois não é que Michel Temer, o minúsculo, aquele que ocupa o cargo de presidente da República por causa de uma bem sucedida trama, uma conspiração, um golpe que derrubou a presidenta legítima, Dilma Rousseff, escreveu uma carta a deputados e senadores na qual diz que é vítima de “uma campanha implacável com ataques torpes e mentirosos” e que há uma “conspiração” para derrubá-lo do cargo?