sexta-feira, 28 de abril de 2017

Como vai ser bom negociar diretamente com os patrões!


Vai ser interessante ver, daqui a algum tempo, quando a legislação trabalhista "modernizada" já estiver em vigor, esse pessoal que odeia os sindicatos e diz que sindicalistas não passam de um bando de vagabundos, negociar aumentos de salários com seus patrões.

Conheci vários desses tipos: os colegas do Sindicato dos Jornalistas chegavam na redação, e eles corriam para o cafezinho ou fingiam trabalhar, fazendo de conta que não prestavam atenção nos informes que eram dados, geralmente sobre as campanhas salariais.

Muitos xingavam abertamente o sindicato.

O fura-greve e o prato de camarão


Séculos atrás, pouco depois que comecei a trabalhar como "copidesque", ou, fora do jargão jornalístico, como redator, do recém-criado Caderno de Economia do Estadão, e comecei a conhecer meus colegas de trabalho, percebi que havia, entre alguns deles, algo estranho, uma espécie de rixa.

Em dois deles, um redator, como eu, e o outro o editor-assistente, ambos veteranos no jornal, a desavença se manifestava abertamente.

Não que um ofendesse o outro, a treta se manifestava de maneira mais sutil, algumas vezes com uma profunda ironia.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Como destruir uma nação em apenas um ano


Os direitos trabalhistas foram pelo ralo.

O desemprego, que atinge milhões, não diminui.

O petróleo, que iria custear a educação e a saúde públicas, já não é nosso.

Os Correios, antes símbolos de eficiência, viraram sucata.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Um Congresso de canalhas. Eleito pelo povo


O pior Congresso da história do Brasil é também o mais canalha.

Tão canalha a ponto de destruir todas as conquistas sociais do povo, tudo aquilo que forja uma nação.

Os brasileiros, sem contar com a Previdência Social e sem a proteção da CLT, para ficar nos casos mais evidentes e escandalosos de assalto à cidadania, podem se equiparar aos habitantes menos afortunados da Terra, àqueles pobres coitados que vivem, ou melhor, sobrevivem, em países miseráveis da África, por exemplo.

Falta pouco para ser aprovada lei contra abuso de autoridade


Os lava-jatos bem que tentaram, mas não conseguiram barrar o projeto que tipifica o abuso de autoridade: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por unanimidade o substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR) à proposta de Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre o tema. Com a urgência da matéria aprovada na comissão, senadores pressionam para que a proposta seja apreciada pelo plenário o mais rapidamente possível.

O substitutivo de Requião só conseguiu consenso depois que senadores de vários partidos condicionaram o apoio ao texto à aprovação de uma emenda do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que alterou a redação do Artigo 1º do texto, que trata do chamado crime de hermenêutica, que significa punir o agente por divergência na interpretação da lei.

Inicialmente, o Parágrafo 2º dizia que a divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas, necessariamente razoável e fundamentada, não configura, por si só, abuso de autoridade. No entendimento construído entre os senadores, foram retiradas do texto as expressões “necessariamente razoável e fundamentada”.