terça-feira, 10 de maio de 2016

As ditaduras vivem do sangue dos inocentes

No fundo, bem lá no fundo, tenho pena de algumas pessoas que conheço que aderiram vigorosamente ao "fora Dilma e leve o PT junto", bateram panelas e expuseram, nas redes sociais, doses cavalares de intolerância e preconceito, tudo sob a desculpa de que eram contra a corrupção.

Tenho pena, explico, porque a maioria dessas pessoas não têm a menor ideia do que é viver num Estado policial-fascista, como este Brasil Novo que surge, célere.

Eu, que já passei dos 60 e, portanto, vivi, ainda que jovem, os tempos da ditadura militar, sei muito bem o que é bater continência às autoridades, fardadas ou não.

Sei também como é viver permanentemente sob a impressão de que alguém, um vizinho, um colega de trabalho, um parente, até, pode, por antipatizar com você, dedurá-lo como "comunista", "petralha", "palmeirense" ou "corintiano" para a meganhagem de plantão.

Ou humilhá-lo numa batida policial.

Ou agredi-lo por "desrespeito à autoridade".

Ou fazer coisa pior...

Porque as ditaduras são assim: moem a alma das nações, arrebentam com a humanidade das pessoas, propagam toda espécie de injustiças, alimentam-se do medo e da covardia, multiplicam as desigualdades.

E sobrevivem do sangue dos inocentes.  (Carlos Motta)

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