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Mostrando postagens de Março 12, 2017

Impacto da terceirização irrestrita pode ser devastador

Alan Trajano
A possibilidade da terceirização irrestrita defendida pelo empresariado nacional e objeto central das discussões que envolvem a reforma da legislação e jurisprudência em vigor é vista como a modernização necessária e, na outra extremidade como precarização das relações de trabalho. Este debate vai além. O impacto da terceirização irrestrita pode ser devastador para as próprias empresas que buscam aumentar sua produtividade e competitividade.

O processo de reestruturação produtiva se inicia simultaneamente na maioria dos países capitalistas na década de 70 do Século 20, no contexto da terceira revolução industrial e tecnológica.

As razões para a terceirização estão ancoradas na busca constante de modernização dos processos produtivos que assegure ampliação da produtividade interna nas empresas, de maneira a aumentar a competitividade e a rentabilidade, notadamente em função da ampliação do mercado de consumo e da globalização da economia.

"Ministro" da Saúde aponta a culpada pela obesidade infantil: a mãe trabalhadora

Depois do fiasco da fala de Temer no dia 8 de março sobre as mulheres, naturalizando a limitação da mulher ao âmbito doméstico e afirmando que a sua contribuição à economia se restringia a notar desajustes nos preços do supermercado, o ministro da Saúde não ficou atrás: no dia 16 de março, Ricardo Barros afirmou que a obesidade infantil decorre do fato de que as crianças não têm oportunidade "de aprender a descascar alimentos" com suas mães. Disse, ainda, que hoje "as mães não ficam em casa, e as crianças não têm oportunidade, como tinham antigamente, de acompanhar a mãe nas tarefas diárias de preparação dos alimentos". Assim como Temer, Barros interpreta que o cuidado com a casa e com os filhos é responsabilidade exclusivamente materna e culpa as mães que ousam trabalhar fora de casa.

Golpe acaba com a saúde do brasileiro

O golpe que afastou a presidenta Dilma e colocou em seu lugar um bando de picaretas não só mergulhou o país na mais profunda recessão da história como promoveu uma onda de desemprego que prejudica a economia e, principalmente, a saúde de quem foi atingido por ela. A pesquisa “Impactos do Desemprego: saúde, relacionamentos e estado emocional”, conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), exemplifica isso: de acordo com o estudo, 59% dos entrevistados se sentem deprimidos ou desanimados, 63% estão estressados ou nervosos e 62% dizem ter estado angustiados. Também foram citados sentimentos de privação de consumo que tinha anteriormente (75%), ansiedade (70%) e insegurança de não conseguir um novo emprego (68%).

Recuperação da indústria brasileira está distante

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em janeiro de 2017 houve queda da produção industrial quando comparada com o mês imediatamente anterior. Na variação mensal, a queda de 0,1% da produção industrial na passagem de dezembro de 2016 para janeiro de 2017 foi registrada em 12 dos 24 ramos pesquisados. 

Cabe destacar o recuo de 10,7% assinalado por veículos automotores, reboques e carrocerias, que cessou dois meses consecutivos de crescimento da produção, período em que acumulou ganho de 18,7%. Foram expressivas também a queda da produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,5%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,0%) e de produtos de borracha e de material plástico (-3,8%). No mês anterior, ou seja, dezembro de 2016, essas atividades haviam apresentado taxas positivas de 17,7%, 1,6%, 10,8% e 8,0%, respectivamente.

Metade das famílias brasileiras tem pelo menos um desempregado em casa

A queda da atividade econômica e o alto índice de desemprego, consequências do golpe que afastou Dilma Rousseff da presidência da República, influenciam diretamente na vida e confiança dos brasileiros, de acordo com o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). 

O cálculo mensal é baseado em avaliações do consumidor acerca da economia e da própria vida financeira, quanto ao momento atual e expectativas para os próximos seis meses. Numa escala de zero a 100 foram registrados 41,4 pontos em fevereiro, índice abaixo do nível neutro de 50 pontos, refletindo a má avaliação da economia. Em janeiro, foram registrados 41,9 pontos.

O subindicador de Percepção do Cenário Atual, que compõe o Indicador de Confiança, registrou 29,7 pontos em fevereiro de 2017, sendo que a avaliação da vida financeira ficou em 39,8 pontos. Já a avaliação da situação econômica atual registrou 19,5 pontos.…

O jornalismo sem jornalistas

Não me lembro de quantas vezes me emocionei com o relato, nas redes sociais, de ex-companheiros de redação que estão sem emprego, vítimas da selvageria de um sistema econômico que desrespeita os mais básicos direitos dos trabalhadores e demonstra uma crueldade doentia.

Demitir uma pessoa é um dos atos de maior violência que um ser humano pode cometer contra outro.

Essa atitude comporta dois tipos de agressão, a psicológica, por rebaixar a pessoa à categoria de cidadão de segunda classe, e a física, pois, em muitos casos, o trabalhador demitido que não consegue um novo emprego fica privado até mesmo de meios para a sua subsistência.

Jornalistas, em geral, são vistos pelo público como privilegiados que exercem uma profissão glamourosa e bem remunerada.

Talvez o estereótipo sirva para uns 5% da categoria.

Em defesa da greve geral

Luis Vitagliano
Em 15 de março de 2017, começou uma ampla mobilização nacional que provavelmente vai se ampliar. Para uma parte da população, isso não foi surpresa. Nas redes sociais já circulava a informação de greve geral que inevitavelmente atingiria o sistema de transportes. Assim, o trabalhador, principalmente aquele que não tem respaldo sindical, poderia justificar sua ausência devido à dificuldade de se deslocar ao trabalho. Portanto, esse é ponto nevrálgico de qualquer greve geral. Além de motoristas, cobradores e metroviários, outras categorias, como professores da rede pública estadual e municipal, servidores públicos, metalúrgicos, químicos, bancários, eletricitários e portuários conseguiram fazer assembleias e aprovar a paralisação.

Com todas as tecnologias de informação, os trabalhadores estavam bem informados sobre os motivos da paralisação e certamente a absoluta maioria concordava com eles: contra a reforma da Previdência - que determina 49 anos de contribuição e idade m…

O Brasil de ponta-cabeça

Quando um político como Paulo Maluf diz, com todo o cinismo que acumulou em décadas de vida pública, que não está na lista de Janot nem no mensalão, aquilo que era uma suposição se transforma numa certeza: o Brasil está de ponta-cabeça.

A folha corrida de Maluf é notória - e ele, de tanto óleo de peroba que já usou, nem se preocupa mais em escondê-la.

O retrocesso da reforma trabalhista

Neuriberg Dias
A aprovação da proposta de reforma trabalhista enviada pelo governo Michel Temer no Congresso Nacional representará um dos maiores retrocessos sociais em relação aos direitos conquistados pelos trabalhadores em toda sua história.

O PL 6.787/16, que pretende fazer a reforma trabalhista, tem como lógica facilitar a contratação de trabalhadores e reduzir o custo do trabalho sendo uma das principais reivindicações encabeçadas pelo setor empresarial para melhoria do ambiente de negócios.

O governo, ao enviar a proposta colocou paralelamente no projeto dispositivos sobre o representante em local de trabalho, estabelece o negociado acima da lei, dentre outros dispositivos, que provocam mudança profundas no meio sindical e jurídico, desviando as atenções dos pontos essenciais da reforma trabalhista que é flexibilizar os direitos do contrato de trabalho.

A esquerda vitrine ataca de novo

O PSol, partido criado por dissidentes do PT, informa Chico Alencar, um dos seus seis deputados federais, não vai apoiar Lula à Presidência da República - isso se lhe for permitido concorrer ao cargo em 2018.

Como se sabe, a candidata do PSol na eleição passada foi a gaúcha Luciana Genro, ex-deputada pelo PT e filha do ex-governador e ex-ministro da Justiça Tarso Genro. 

Alencar indicou que seu partido terá candidato próprio para a presidência.

Luciana é nome forte, mas o deputado não deu nenhum sinal de que ela concorrerá ao cargo.

Seja quem for, porém, o candidato do PSol, ele servirá apenas para fortalecer a direita, os golpistas, enfim.

O país dos "bicos"

O boletim Emprego em Pauta do Dieese aponta que, em 2016, o aumento do desemprego ocorreu junto com o crescimento da quantidade de postos de trabalho que oferecem baixa proteção. Além disso, as novas contratações formais foram realizadas com salários menores.

Para o Dieese, o quadro no mercado de trabalho para 2016 só não foi pior porque, no ano, houve crescimento de 800 mil empregados sem carteira. “Se por um lado esses empregos contribuíram para a redução do número de desocupados, por outro, ampliaram a precarização do emprego com contratações desprotegidas, revertendo tendência de formalização do mercado de trabalho, marca positiva do mercado de trabalho na última década”. 

A ingenuidade de Dilma

A presidenta Dilma teria afirmado, na Suíça, onde foi para participar de uma série de debates e conferências, que errou ao conceder, em seu governo, desonerações de impostos para os empresários.

Segundo ela, a forte renúncia fiscal tinha como objetivo fazer com que os empresários investissem mais, porém, em vez disso, eles simplesmente aumentaram seus lucros.

Certo, esse foi um erro enorme.

Mas não de concepção, pois cortar impostos é tudo o que querem empresários e trabalhadores.

O erro foi de julgamento - julgamento do caráter, do modus operandi, dos empresários brasileiros.